Estudo global, publicado em 2014 pelo periódico britânico The Lancet, aponta que, em 2013, 1,1 milhão de crianças abaixo de cinco anos morreram por terem nascido de forma prematura (antes das 37 semanas de gestação).

De acordo com Dr. Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, obesidade, idade avançada, tabagismo e pressão arterial elevada são alguns dos fatores responsáveis por elevar o risco de um parto prematuro. No entanto, mais da metade dessas ocorrências acaba acontecendo de forma espontânea.

Ainda de acordo com o especialista, há ainda outros fatores que influenciam nos partos prematuros e que podem acometer tanto mulheres que já foram mães quanto as de primeira gestação. “Malformação fetal, encurtamento do colo do útero ou insuficiência deste, além de um pré-natal inadequado também podem contribuir para esta situação. Bebês que nascem antes do tempo tem mais possibilidade de desenvolver atraso psicomotor e problemas no pulmão”, alerta. Portanto, a prevenção ainda é o melhor remédio.

Dr. Renato dá algumas recomendações

  • Converse com um especialista antes mesmo de engravidar. Ele poderá dar conselhos muito úteis para que você inicie a gravidez de maneira saudável e minimize os riscos de um parto antes da hora.
  • Revele ao médico o seu histórico de saúde. Doenças crônicas e reações alérgicas, assim como o histórico de saúde do pai do bebê, devem ser revelados.
  • Mantenha-se em uma faixa de massa corporal adequada. Converse com o obstetra e, se preciso, faça o acompanhamento da dieta alimentar com uma nutricionista.
  • Evite bebidas alcoólicas: o álcool, durante a gestação, mesmo em doses muito pequenas, pode ter efeitos bastante nocivos para a criança, incluindo retardo mental, dificuldades de aprendizagem, defeitos na face e problemas de desenvolvimento.
  • Fuja do cigarro. As mulheres devem parar de fumar não apenas durante a gravidez, mas também durante a amamentação.
  • Mantenha o calendário de vacinação atualizado. Converse com seu obstetra sobre o assunto: algumas vacinas estão contraindicadas na gravidez e outras necessitam reforço.
  • Esteja alerta para sangramentos e observe líquidos e secreções vaginais.
  • Nunca pratique a automedicação. Anti-inflamatórios, por exemplo, podem trazer sérias complicações para o bebê.