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Depressão e estresse em pets: como identificar e tratar sinais

Mudanças de rotina e solidão podem gerar estresse e ansiedade em pets

Medicamentos manipulados flavorizados podem transformar o tratamento em uma experiência positiva (Foto: Freepik)
Medicamentos manipulados flavorizados podem transformar o tratamento em uma experiência positiva (Foto: Freepik)

Problemas emocionais como ansiedade, medo, estados depressivos, agressividade e compulsões também fazem parte da rotina clínica de cães e gatos. Esses quadros muitas vezes surgem de forma silenciosa. Além disso, muitos responsáveis confundem os sinais com desobediência ou manias. No entanto, ignorar esses comportamentos afeta a saúde física dos pets e o convívio com os responsáveis.

De acordo com a médica-veterinária Farah de Andrade, consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, o comportamento funciona como forma de comunicação. Portanto, entender as atitudes do animal orienta o cuidado com a saúde mental. A especialista afirma: “Eles sentem, sofrem, se frustram e demonstram isso com atitudes. Quando o pet passa a destruir objetos, vocalizar em excesso, se isolar ou apresentar agressividade, ele está sinalizando que algo não vai bem”.

Sinais de alerta no comportamento de cães e gatos

Entre os principais sinais estão apatia, automutilação, alterações de apetite e mudanças no sono. Além disso, urinar ou defecar fora do local habitual, medo exagerado e agitação constante também indicam estresse, ansiedade e depressão. Segundo a especialista, as causas variam. Por exemplo, mudanças de rotina, ausência prolongada dos responsáveis e solidão interferem no comportamento. Traumas e envelhecimento também influenciam.

Animais idosos apresentam sinais parecidos com demência em humanos. Nesse cenário, surgem desorientação, irritabilidade e apego excessivo. Por isso, Farah alerta: “É comum que os responsáveis não saibam interpretar esses sinais. Por isso, a avaliação veterinária especializada é fundamental para um diagnóstico correto e o início do tratamento mais adequado”.

Tratamento emocional com manejo e medicamentos

O tratamento não envolve apenas carinho. Em muitos casos, o responsável reorganiza a rotina, ajusta o ambiente e fortalece o vínculo com o pet. Dessa forma, já reduz sinais comportamentais. Porém, quando o quadro persiste, o médico-veterinário inclui medicamentos manipulados com orientação clínica.

Farah explica: “O tratamento precisa ser seguro, eficaz e adaptado ao paciente. Um comprimido amargo pode causar ainda mais estresse, enquanto um biscoito sabor frango ou um gel transdérmico aplicado com carinho transforma o cuidado em experiência positiva”. A manipulação permite ajustar dosagem, combinar ativos e escolher formas farmacêuticas como biscoitos, molhos, pastas orais e xaropes em sabores como picanha, bacon, queijo, leite condensado e azeitona. Assim, o tratamento aumenta a adesão e reduz o estresse do responsável e do animal.

Entre as opções prescritas estão fitoterápicos e nutracêuticos como valeriana, kawa-kawa, passiflora, L-triptofano e melatonina para quadros leves a moderados. Já medicamentos controlados como fluoxetina, sertralina e clomipramina atendem casos mais complexos.

Prevenção com enriquecimento ambiental

A prevenção começa em casa com enriquecimento ambiental. Ou seja, o responsável adapta o espaço para oferecer estímulos físicos, sensoriais e cognitivos. Farah afirma: “Tédio e falta de estímulo são gatilhos para vários distúrbios. Um cão precisa explorar, correr e cheirar. Um gato precisa de altura, esconderijos e desafios. Sem isso, o pet adoece em silêncio”.

Portanto, brinquedos interativos, prateleiras, arranhadores, atividades com reforço positivo e passeios regulares ajudam no equilíbrio emocional. Além disso, rotina previsível e tempo de qualidade com o responsável contribuem para o bem-estar.

Relação entre saúde emocional de pets e humanos

A relação funciona em via dupla. Ou seja, o responsável influencia o pet e também recebe impacto dessa convivência. O texto informa que animais ajudam a reduzir estresse e ansiedade, aliviam sintomas de depressão e fortalecem conexão emocional. Além disso, colaboram na rotina de idosos, no desenvolvimento emocional de crianças e no apoio em períodos de perda ou solidão.

No entanto, o cuidado precisa ser completo. Farah reforça: “Um pet emocionalmente equilibrado é fonte de afeto, acolhimento e estrutura. Ele contribui com o bem-estar de toda a família e, por isso, merece o mesmo cuidado que oferece”.

Saúde física e emocional caminham juntas

O texto aponta associação entre estados emocionais alterados e doenças dermatológicas, digestivas, cardiovasculares e imunológicas. Portanto, cuidar das emoções também integra o cuidado clínico. A especialista conclui: “A saúde mental dos pets não é frescura, é parte essencial do bem-estar. Cuidar das emoções é tão importante quanto vacinar, alimentar ou levar ao veterinário. O cuidado emocional é um investimento na saúde do pet e também na harmonia do lar”.

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