Choques elétricos, queimaduras internas e risco de morte estão entre acidentes domésticos com animais de estimação e instalações elétricas. Fios desencapados, tomadas sem proteção e carregadores de celular ao alcance de cães e gatos representam pontos de risco dentro de casa. Por isso, especialistas pedem atenção dos tutores e indicam medidas de prevenção.
De acordo com profissionais da área, filhotes e animais jovens entram no grupo mais exposto. Eles roem objetos por curiosidade, troca de dentição ou tédio. Além disso, gatos se interessam por fios soltos e pendentes, pois associam esses itens a brinquedos. Portanto, o cenário doméstico exige organização e controle de acesso.
Choque elétrico em pets pode causar danos internos
Segundo a médica-veterinária Juliana Piza Conceição, do Nouvet Centro Veterinário 24h, o choque elétrico provoca danos mesmo sem marcas visíveis. Assim, a ausência de ferimentos externos não elimina o risco clínico. A profissional explica os efeitos no organismo.
“Muitas vezes o tutor não percebe a gravidade do choque elétrico, porque o animal não apresenta ferimentos visíveis. No entanto, as queimaduras podem ser internas, atingir a cavidade oral, os pulmões e até provocar alterações cardíacas que colocam a vida do pet em risco”, alerta a veterinária.
Além disso, ela aponta objetos que exigem mais cuidado na rotina. Entre eles estão carregadores de celular conectados à tomada, extensões elétricas e fios finos. Esses itens ficam expostos com frequência e permitem mordidas.
“Qualquer fio energizado, ao ser mordido, pode causar queimaduras profundas na boca, língua e gengiva, além de edemas e dificuldade respiratória. Em casos mais graves, o choque pode ser fatal”, completa Juliana.
Falta de estímulo aumenta risco de acidentes com fios
Além da estrutura da casa, o comportamento do animal também influencia a ocorrência de acidentes. Segundo o adestrador e especialista em comportamento animal Fernando Lopes, a falta de estímulo leva o pet a buscar alternativas dentro do ambiente.
“Quando o animal não tem brinquedos apropriados ou atividades suficientes, ele busca alternativas para gastar energia e aliviar a ansiedade. Fios e carregadores acabam se tornando alvos fáceis, especialmente para filhotes”, explica.
Dessa forma, a prevenção envolve rotina e manejo. O especialista orienta mudanças diretas no dia a dia do tutor com o animal.
“Organizar os fios, usar protetores de tomada e oferecer brinquedos corretos para roer são atitudes fundamentais. Não é apenas uma questão de obediência, mas de segurança e bem-estar”, afirma Fernando.
O que fazer em caso de choque elétrico em pets
Veterinários indicam um protocolo em situações de choque elétrico. Primeiro, o tutor deve desligar a fonte de energia antes de tocar no animal. Em seguida, deve manter o pet aquecido e imóvel. Depois, pode limpar a boca de forma delicada se houver excesso de saliva. Na sequência, precisa levar o animal com urgência a um atendimento veterinário 24 horas.
Mesmo quando o pet aparenta melhora, o atendimento não deve esperar. Choques elétricos podem gerar queimaduras internas, arritmias cardíacas e edema pulmonar horas após o acidente. Portanto, a orientação profissional entra como etapa obrigatória.
Especialistas reforçam que a segurança do ambiente inclui observar itens do cotidiano. Muitos passam despercebidos, porém geram risco à saúde e à vida dos pets. Assim, organização e prevenção reduzem a chance de acidentes.
































