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Genérico do Ozempic será lançado no Brasil em 2026, ampliando acesso

Com mais de 16 milhões de diabéticos e 46 milhões de obesos, Brasil espera genérico do Ozempic

Brasil terá versão genérica do Ozempic em 2026, visando ampliar acessibilidade (Foto: Freepik)
Brasil terá versão genérica do Ozempic em 2026, visando ampliar acessibilidade (Foto: Freepik)

A farmacêutica Prati-Donaduzzi anunciou que está desenvolvendo a versão genérica do Ozempic, medicamento amplamente utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Com a quebra de patente prevista para 2026, a empresa projeta ampliar o acesso da população a um remédio cujo alto custo dificulta a adesão ao tratamento.

Atualmente, o Brasil enfrenta dois desafios críticos de saúde: o diabetes e a obesidade. São mais de 16,8 milhões de diabéticos adultos e cerca de 46 milhões de adultos obesos, o que corresponde a um em cada quatro brasileiros. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, esses números tendem a aumentar, com projeções de 21,5 milhões de casos de diabetes até 2030.

O Ozempic, à base de semaglutida, é um dos principais medicamentos para essas condições e atua como inibidor de apetite. Seu impacto no mercado farmacêutico brasileiro é expressivo, com vendas superiores a R$ 3 bilhões, segundo dados da IQVA, líder em informações e análises de saúde. A expectativa é que o genérico da Prati-Donaduzzi torne o medicamento mais acessível financeiramente.

A farmacêutica já está em fase de pesquisa e desenvolvimento do genérico. O CEO da empresa, Eder Maffissoni, destaca a importância do processo. “O genérico amplia o acesso aos medicamentos para a população. Com a queda da patente do Ozempic, esperamos um impacto semelhante ao que ocorreu com o Viagra, que hoje tem o genérico vendido por centavos”, afirmou.

Para viabilizar a produção do genérico, a Prati-Donaduzzi firmou parcerias internacionais. A matéria-prima será importada da Ásia, e o dispositivo de aplicação está sendo desenvolvido na Europa. A empresa, que destina 5% de seu faturamento para pesquisa e desenvolvimento, prevê que o mercado de genéricos terá pelo menos três opções de semaglutida, com diferentes faixas de preço, disponíveis nas farmácias assim que a patente expirar.

Com receita de R$ 2,3 bilhões em 2023, a Prati-Donaduzzi figura entre os maiores produtores de medicamentos genéricos no Brasil e planeja expandir seu portfólio com tratamentos para doenças como Parkinson, Alzheimer, esquizofrenia e autismo.